Hoje resgato este conjunto de nomes fortes, marcantes e, sejamos realistas, pouco apetecíveis para a maioria:
Ágata - bondosa. Para além de ser um nome próprio, é também o nome de um mineral muito valorizado por algumas culturas, que o vêem como protector. Não sei se alguma vez foi verdadeiramente usável, mas enquanto nos lembrarmos da cantora de "Perfume de Mulher", está destinado ao fracasso. Uma das suas variantes é Águeda, hoje em desuso em Portugal, mas com alguma tradição na Idade Média.
Berengária - lança do urso. Nome de uma Infanta de Portugal, posteriormente Rainha da Dinamarca, filha de D. Sancho e irmã de Teresa, Sancha, Mafalda, Constança e Branca, Raimundo, Afonso e Fernando. Digam lá que o D. Sancho não tinha queda para os nomes? Houve ainda uma Rainha de Inglaterra chamada Berengária, uma espanhola que casou com Ricardo I, Coração de Leão.
Domingas - do Senhor. Antigamente, e a par de Domingos, era um nome muito escolhido para as crianças nascidas aos Domingos, dia do Senhor. Outro nome que praticamente não se usa entre nós (em 2011 teve 3 registos), mas que já foi muito comum.
Lutgarda -
protectora do povo. Nome de uma poetisa algarvia, falecida em 1935.
Lutgarda Guimarães de Caires foi também uma filantropa, promotora do Natal dos Hospitais e muito preocupada com questões de igualdade de oportunidades para as mulheres.